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Ronco, insônia e os riscos de AVC

Você sabia que os distúrbios respiratórios do sono são fatores de risco para acidente vascular cerebral (AVC)?


Os pacientes com distúrbios respiratórios do sono queixam de sonolência diurna excessiva, sono não reparador, fadiga ou sintomas de insônia. Podem acordar com respiração suspensa ou sufocante. É comum o relato de roncos, despertares frequentes e sono agitado.

Os distúrbios respiratórios do sono, apesar de muito comuns, são pouco reconhecidos.


São classificados em:

1. Apneia obstrutiva do sono (mais comum)

2. Apneia central do sono

3. Hipoventilação e hipoxemia relacionados ao sono


As conseqüências médicas e psicossociais adversas aos distúrbios do sono são consideráveis. A apneia obstrutiva do sono (OSA = Obstructive sleep apnoea) é um fator de risco modificável para

AVC, assim como para outras doenças. Estima-se que 50% a 70% dos pacientes com AVC têm OSA e a análise de dados de acompanhamento de 3 e 10 anos do Sleep Heart Health Study demonstrou um risco duplo ou triplo de AVC incidente naqueles com OSA moderada a grave.




Uma consulta médica especializada, com coleta de história e exame clínico personalizado, são eficazes na identificação de pacientes com esses transtornos do sono, embora uma polissonografia ou um teste do sono em domicilio seja necessário para confirmar o diagnóstico.


Evidências científicas emergentes sobres os efeitos benéficos do tratamento dos distúrbios respiratórios do sono na saúde do cérebro e cardiovascular dos pacientes ressaltam a importância da conscientização da população e dos médicos sobre a necessidade de identificar e oferecer tratamento a estes pacientes.


* Escrito por: Dra Ana Claudia de Souza Andrade. Referências: Sleep-Disordered Breathing, Continuum Neurology, American Academy of Neurology, 2017;23(4):1093–1116.

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